segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Viagem - Parte 2

Já deveria ter escrito antes, não era?
Oh mas sabem como é...escrever textos num ipod pequeno..aquilo encrava e depois apaga-se tudo e é uma chatice. Esperei para ter o PC de novo... Sim, já cheguei a Portugal no dia 7 mas todos temos direito ao nosso momento de preguiça literária, não?

Ora bem, estive 5 dias em Londres, numa casinha nos arredores de uns conhecidos...mas eles tambéme estavam de férias, por isso na prática tive a casa inteira à disposição. Emigrantes portugueses têm inclusive TV em portugues, por isso matei saudades dos maravilhosos programas da hora "nobre" - as novelinhas.
Nos 2 primeiros dias visitamos uns 4 museus, já nem sei bem. Já não podia das pernas, sinceramente e estava a desanimar. Onde andava o Big Ben??? No dia seguinte lá estava ele, bem bonito quanto o pintam. Optamos por comprar um passe, daqueles que dá pra entrar num montão de coisas e acho que foi uma boa jogada, Assim aproveitamos mais e não andavamos sempre a fazer contas. As jóias da coroa são encantadoras para qualquer mulher, deva dizer-se. 
A cidade surpreendeu-me. Ao início não gostei e continuei o resto da viagem a dizer que não tinha gostado. Agora já com os ânimos mais calmos acho que sim, é giríssima, mas não tanto quanto o que eu pensava. Aquela paixão que escrevia no outro dia, desapareceu. Mas como acabamos por visitar imensas coisas, incluindo o zoo e lojas de jogos e bowling, foi mesmo muito divertido, e por isso e por todo o conforto que tivemos, posso dizer que gostei imenso.

Mas o melhor viria depois... Suécia. Bem, Estocolmo é mesmo outro nível, outra mentalidade, outro modo de estar na vida. As pessoas andam todas de bicicleta ou transportes públicos. As ruas tinham tanto trânsito como as ruas de Coimbra ao Domingo. Dava gosto olhar em volta, porque era tudo tão limpo, tão organizado, tão bem pensado... As pessoas aproveitavam os 20 graus de temperatura como se fossem uns 35, e andavam de clações e tops e coisas assim, e eu, friorenta, sempre com o casaco atras. Nem calcei sandálias lá! Imensa gente a correr ao final do dia, andar de patins, a jogar jogos com os filhos nos parques... Enfim, adorei mesmo. Esta sim, é a minha cidade de sonho. Também lá fiquei em casa de familiares, por isso também deu para comer arroz e coisas assim... O Vasa museu é um prazer que qualquer pessoa deve conhecer!!!!
Tirando a dificuldade de falar ingles com a dona da casa e os preços escandalosamente elevados, tudo impecável!

Depois desta maravilha, e daquele sentimento de "não quero ir embora...vá lá ficamos aqui até setembro...", qualquer cidade que viesse depois seria uma "cenita de nada" em comparação. Esta porbre desgraça caiu sobre Barcelona. Já muito cansados, e com imensas saudades do aconchego de casa, não gostamos muito daquele enorme impacto que sentimos. As diferenças com a suécia era muitas... Senti-se que se estava num país mediterrâneo em todos os aspectos... Os preços mais baixos, o chão sujo e cheio de chicletes, os roubos na praia, o trânsito, o calor abafado... Houve lugares que gostei, claro, e foi bom dar ums mergulhos num mar um bocadinho mais quente e mais salgado que a minha praia de Espinho, mas não é cidade à qual pretenda voltar.

No final e em forma de resumo: acho que ficou bem claro que usei imensos adjectivos positivos. Foi uma experiência mesmo enriquecedora. Sinto muito orgulho desta aventura!
Deixo aqui umas fotos daquilo que mais adorei.

 O mercado de Budapeste e a vista sobre a cidade.


O coliseu de Roma à noite, e os tectos da basílica de San Pietro.

 Os parques de Londres e o Big Ben, visto do rio.

O parque Guell e o mercado de "La Rambla" de Barcelona.

 O Vasa Museum




 As maravilhosas paisagens de Estocolmo.






quinta-feira, 25 de julho de 2013

Viagem!

Como prometido, la se arranja um bocado de tempo e net para escrever como tem sido eta aventura.

Roma foi tudo aquilo que eu estava à espera e talvez mais. A emocao que senti ao entrar no coliseu foi como uma bafada de at fresco. Tal grande, tao antigo e eu ali. Foi a demonstracao de um objectivo realizado e a uma grande sensacao de recompensa por todo o esforço que existiu por detras desta viagem, tanto em termos de estudos e curso como a nivel financeiro, porque foi eu que arranjei o dinheiro para atudo isto.
Os dias por italia passaram rapido. Visitei todos os monumentos que gostava, assim como os museus. Atrevo-me a dizer que andei alguns quilometros.
Dediquei no calendario um dia para o vaticano. Estive 2h a admirar a basilica de sao pietro e nem dei pelo passar do tempo. Tao rica, tao pormenorizada... Achei que nao se enquadrava no espirito de simplicidade que supostamente era o anunciado por jesus, mas isso é apenas uma opiniao pessoal.
Os museus do vaticano.... Bem vale a pena gastr esse dinheiro... Tao grande e tanto patrimonio... Havia salas que estam completamente pintadas. Esculturas, tapecarias, pinturas, quadros, as obras de miguel angelo na capela sistina.... Nao ha palavraa no meio de tanta arte e cultura.
La ninguem pagava bilhetes de autocarro, e nos fizemos igual... "em roma sê romano"... E isso foi optimo para as e oconomias e para as pernas.
Vim embora com um gostinho bom, contente com a escolha da cidade.

Budapete nao teve esse grande impacto, nem é tao grande quanto roma, claro. Os pontos altos da cidade para mim foram a citaleda, o ponto alto da cidade, as maravilhosas termas com agua a 38 graus (onde passei um dia inteiro) e o lindo mercado municipal e parlamento. Os gelados sao super baratos, assim como a cidade em si. Em 4 diaa gastei 80 euros ja com tudo incluido.

Neste momento estou em londres. Amo esta cidade, nao sei porque, embora ainda naoa tenha visto nada. Cheguei ontem do aeroporto as 2h da manha. Mas creio que as minhas expectatiavas nao vao ser defraudadas.

Em breve escrevo mais. Agora? Vou conhecer esta cidade...









segunda-feira, 15 de julho de 2013

Inter-nuvens...começa AMANHA

O título diz tudo: amanhã vou apanhar o comboio para Lisboa, e de lá, voarei para Roma. E assim começarão 3 semanas de pura descontração, de cultura, de piscinas, de merecidas férias... Eu, a pessoa mais organizada que poderiam conhecer, não poderei planear nada, além das datas/horas dos aviões e as estadias, e estou a adorar a ideia de viver estes dias sem regras, sem relógio, sem pressão. 

Ainda não partilhei convosco isto, mas este ano foi de extrema importância para mim a nível pessoal. Creio que cresci neste ano, conheci-me mais do que na soma dos restantes que já vivi. Tenho plena consciência e certeza da decisão que tomei quando mudei de religião, tenho trabalhado os meus medos, os meus defeitos e embora ainda haja muito para moldar ainda... A minha família aumentou, e tenho agora a alegria imensa de ser madrinha de uma bebe lindo, actualmente com 4 meses. Também foi maravilhoso em termos "profissionais". Atingi objectivos que anceava há muito e não poderia estar mais feliz com o conjunto de coisas que vivi e adquiri.
Por tudo isso, creio que esta viagem só vem acrescentar mais um marco de vitória ao ano, uma vez que andei a juntar dinheiro para ela durante 3 anos... Olhar para a mochila já feita, cheia de roupas e de coisas, e pensar "é amanhã", traz-me uma sensação...

Prometo ir deixando aqui uns comentários e fotos dos lugares onde passar.
Boas férias a todos!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Último ano do curso!

Ontem fiz o último exame, da última época de exames do meu curso! Posso considerar desde já que alcancei o 6º ano.

"ai...Medicina..é um curso muito difícil não é?"
A minha opinião: é dífícil porque é longo, porque saimos da faculdade com 24 anos e já metade dos nossos amigos terminaram os seus cursos há anos, alguns até já casaram, porque nas épocas de exames passamos 2 meses seguidos a estudar intensivamente, porque temos exames orais para fazer e porque temos a enorme pressão de "um dia vou tratar pessoas e vou ser responsável por aquilo que lhes faço/deixo de fazer". à parte do difícil, creio que não poderia ser mais interessante.

Mudar de rotina é o melhor que podemos conseguir. Não só ir avançando nos anos, mas atingir as diferentes metinhas. Para mim entrar nos anos clínicos (4º e 5º) foi uma, agora, chegar ao ano dos estágios, do erasmus, do estudo do Harrison, da defesa da tese é outra etapa e isso revitalizou-me! Ontem senti-me tão feliz e tão leve que não poderei descrever. Hoje adormeci sem qualquer preocupação...

Por falar em tese: vou aproveitar o resto da semana para avançar na minha. Tinha alguma "esperança" que a minha tutora não pudesse, só porque já estava a precisar de ir para casa... Mas ela pode e vendo bem, ainda bem que é assim, claro, porque vou adiantar muito trabalho. Pensemos que falta pouco para 6ª feira à noite!!!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mini horta

Não sei bem porquê, mas nas épocas de exames são sempre bombardeada de ideias pela minha mente! E é incrivelmente chato não as puder desenvolver porque tenho de estudar!
Triste cina que eu resolvi finalizar numdestes últimos fins de semana em que me apanhei com mais folga - fiz uma mini horinha no passeio de minha casa.
Não tem muita coisa, na verdade quase nada, mas já vai dar para comer alho frances, beringela, cougette, couve roxa e bróculos caseiros, 100% biológicos! =P

Vejam lá se não ficou super giro!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

1ª Publicação Científica

Como habitual, chegamos ao final de um semestre e eu começo a escrever menos, a deixar de ler por prazer, passo mais fins de semana em Coimbra do que aqueles que gostaria e sinto mais dores lombares, por estar todo o dia sentada... Já não é novidade que existem as épocas de exames. A grande questão desta vez é que É A MINHA ÚLTIMA ÉPOCA DE EXAMES! (Isto contando que tudo corre bem...)

À parte deste pequeno enorme pormenor, partilhar convosco outra etapa/objectivo, como queiram chamar...
Há 2 semanas fui apresentar um poster num congresso internacional. Chegamos lá e fomos informadas (eu, a minha tutora e outra colega) que os posteres estavam a ser apresentados em português. Não percebi muito bem porquê, visto que habia outras nacionalidades presentes... Então eu tive que escolher entre o conforto da minha língua, ou uma representação mais "profissional" do instituto onde estou a desenvolver a tese. A poucos minutos de chamarem o meu nome eu ainda estava "Português ou Inglês? Já treinaste em inglês, não custa assim tanto... oh mas se fizeres má figura...". Escolhi inglês. Enchi-me de coragem e lá fui eu. Correu bem, creio que posso dizer assim. No final de todas as apresentações o júri fez-me uma pergunta e depois elogiou o trabalho. Senti-me entrar no mundo "científico"... Tive a confirmação que entrara quando na revista "Atención Primária" sairam publicados os meus dois artigos científicos, um deles como primeira autora, o outro como segunda. Ver aquele "Castro J. et al" foi qualquer coisa que não sei explicar, não só pela conquista em si, mas por tê-lo feito numa área que realmente gosto.

A pedido de um leitor, aqui fica o link para os trabalhos:
COGNITIVE EMOTIONS REGULATION QUESTIONNAIRE:VALIDATION OF THE PORTUGUESE VERSION (página 162 da revista, 31 do pdf)
http://apps.elsevier.es/watermark/ctl_servlet?_f=10&pident_articulo=90201504&pident_usuario=0&pcontactid&pident_revista=27&ty=30&accion=L&origen=elsevier&web=www.elsevier.es&lan=en&fichero=27v45nEsp.Congresoa90201504pdf001.pdf


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Queima das Fitas

Para quem me tem vindo a acompanhar, já deve ter visto algumas coisas escritas sobre a queima das fitas. Todos os ano há uma e portanto isso é e será sempre um tema sobre o qual poderei escrever. No entanto, este ano, além de todo o sentimentalismo inerente ao momento, pretendo fazer uma crítica.
Estou no 5º ano - o ano de se abanar as fitas em cima de carros alegóricos, cheias de sátiras sociais e políticas, com alguma perversidade à mistura em algum deles. Pessoas que já viveram essa experiência, dizem ter sido o melhor dia de todo o seu curso. Falam da interação com as pessoas, do orgulho de ter finalmente algo verdadeiramente importante na pasta, falam da amizade e do trabalho que está por detrás da construção do próprio carro...
Eu, apesar de estar no 5º ano, optei por não participar.
"ah e tal, somos jovens...é só um dia...é só um dia..." diriam alguns.
Embora respeite a liberdade dos outros, eu não concordo.
Não concordo com o milhares de euros que se gastam para fazer os carros e para os rechear com toda a espécie de possibilidades alcoólicas (cerca de 5 mil euros por carro, uns mais outros menos, dependendo do número de pessoas que o faz e do seu tamanho). Não concordo que o cortejo da queima das fitas não seja mais do que um chuveiro de cerveja, onde os alunos, meios bêbado, ou inteiramente bêbados em alguns casos, insistam em molhar os turistas e os próprios colegas. Não me agrada a ideia de saber que todo aquele trabalho é destruído no final do cortejo em poucos minutos.
No início do curso, seguia o cortejo com a capa colocada aos ombros, em sinal de respeito e orgulho pela tradição da Academia de Coimbra. Actualmente, nem de capa e batina as pessoas andam, muitas delas abandonam estes preciosos elementos do traje académico, perdendo-os ou trocando-os depois. A capa nem sequer é devidamente traçada no única momento exigido - ao passar pelo júri do concurso. Do desrespeito pela serenata já nem vale a pena falar, e nem é o objetivo deste post.
Pessoas mais velhas, da geração dos meus pais, dizem que antigamente o Cortejo não era cerveja nem exagero. Era o momento de mostrar à sociedade os novos doutores e os alunos comportavam-se como tal, desfilando com esse mesmo orgulho. Sempre existiu brincadeira, mas não desperdício.
Associando o fato do país atravessar uma grave crise económica, não posso deixar de perguntar também: "de onde vem todo esse dinheiro?" As pessoas vão queixando-se da triste realidade que a família vive, muitos colegas têm de contrair empréstimos para terminar o curso, alguns saem mesmo da faculdade por não poder suportar as despesas de viver longe de casa, na grande maioria dos casos. As bolsas de estudo, infelizmente para muitos, só cobrem mesmo as propinas. A grande maioria nem bolsa tem.
O dinheiro? O dinheiro que se gasta numa tarde de Domingo vem de vários sítios: no caso da Medicina os elementos do carro pagam cotas mensais, normalmente durante 2 anos, que variam de 10 a 5 euros. Cada pessoa é responsável por arranjar 150 a 200 euros de patrocínicos (patrocínios esses que pedem à pobre família, aos amigos, ao senhor José da mercearia lá da terra, etc...). Organizam "rastreios" à populção que são "gratuitos", mas que na verdade não são mais que chamaris de dinheiro, porque as pessoas, em troca da generosidade dos futuros médicos, que ali estão ao dispor a medir a tensão arterial e a glicémia, a pesar e a fazer o incrível cálculo do IMC, dão umas moedinhas ou umas notinhas. Não é raro se ouvir comentários do género "foi lá um senhor que só deu 20 centimos! mais valia não ter ido...". Depois há a venda de brindes - canetas, porta-chaves, carteirinhas, etc e cada pessoa tem de conseguir vender um "x" número de cada coisa.  E ainda há a organização de jantares e festas, na esperança de no final haver algum lucro.
No meio de tudo isto, quem não vender o que é suposto, tem de pagar o dinheiro equivalente do seu bolso. Do seu bolso, não sei se será a expressão, porque na verdade todo o dinheiro que dispendem sai, na esmagadora maioria dos casos, do dinheiro da mesada que os pais depositam na sua conta. Uma "excelente" estratégia, eu diria, mas pra que fim?

Já não é segredo para ninguém que vim para Medicina porque queria ser Médica Sem Fronteiras. Uma vez escrevi para eles a perguntar como tudo se processava e responderam, carinhosamente, a encorajar-me a tirar o curso de Medicina, que seria o primeiro passo. No final dizeram "ficaremos à tua espera".
Quando chegou a hora de começar a pensar em organizar o carro, eu propus a alguns amigos que tentássemos arranjar o dinheiro das formas mais honestas possiveis, visto que todos nós temos algum talento, e em vez de o gastarmos numa tarde, que o usássemos numa viagem de 3 semanas por exemplo, a algum lugar remoto onde fosse necessária a ajuda de simples finalistas de Medicina. Ninguém gostou da ideia... E eu sozinha, nada fiz também.
Porque realmente respeito muito os meus amigos, não pude deixar de acompanhar o carro deles em todo o percurso do cortejo, mantendo uma margem de segurança em relação à tal chuva de álcool. 
No final, quando vi com eles o seu carro a ser destruído, não puder deixar de pensar que poderiamos ter feito outra escolha e que, aquele dinheiro todo poderia ter sido usado para algum fim mais humanitário. 
Não os culpo de forma alguma, e compreendo sinceramente que a onda da "dita tradição", do "toda a gente o faz" e do "é uma vez na vida" por vezes seja muito forte. E também não pensem que não sou pessoa de gastar dinheiro, a forreta lá da turma que não alinhou. Nada disso, e a prova é que este verão vou gastar as minhas economias numa viagem pela Europa. O que questiono no meio disto tudo é o sentido das coisas, a durabilidade, e infelizmente tenho a certeza que muitos só o fazem porque não gostam e não sabem ser diferentes.

sábado, 20 de abril de 2013

Porque devo continuar - resposta a um leitor!

Este blog foi criado com a intenção da partilha: de conhecimento, de experiências, de dúvidas e medos. Por isso são sempre bem-vindas todas as opiniões e questões que possam ter. Pode não ser logo, mas respondo sempre.

Abordaram-me sobre o porquê de se continuar, o porquê de querer tirar medicina, já tendo outro curso e uma carreira.
Bem eu creio que consigo entender. Eu tenho apenas 20 e poucos anos e já me sinto cansada desta vida. Estou mais que pronta pra seguir em frente, dar o passo pra etapa seguinte, tanto a nivel pessoal como profissional (entenda-se aqui que não sei tudo, claro, pelo contrario, mas quero seguir). E às vezes sinto-me "presa" a esta vida que escolhi, porque efectivamente não posso fazer nada mais além do que é suposto. Também quero ter a minha casinha, porque viver durante 5 anos num espaço que não é nosso, mas ao mesmo tempo é nosso, é estranho. Também quero casar e ter filhos, eu diria, como qualquer mulher que tem esse tal "relógio" activo.

O que eu proponho que pensem é no seguinte:
Às vezes queremos tanto uma coisa e depois quando a alcançamos, pensamos "porque queria isto?". É bom refletir sobre isso... seria orgulho? Seria uma necessidade de mostrar a nós mesmos que conseguimos alcançar aquilo? Ou realmente queriamos e continuamos a querer determinada coisa?
Penso que a pergunta fundamental deverá ser: como serei mais feliz? A estudar mais 6 anos e depois a tirar uma especialidade mais outros 5 anos? Ou posso aceitar o que vida já me deu e ser feliz sem o curso de Medicina, mas tendo outras coisas sem ter de as adiar, como filhos?

Não quero de forma alguma desmoralizar ninguém. Proponho apenas que se sentem, cruzem as pernas à chinés, coloquem a coluna recta, fechem os olhos e se descubram. Isso é o mais importante.
As duvidas podem ser só fruto do cansaço, podem ser o medo a falar. Se assim for, e se no vosso coraçao concluirem isso, vão ver quando abrirem de novo os olhos, já não vão sentir isso. Pode demorar. Não pensem que meditar é imediato. As respostas chegam consoante estamos preparados para elas. Quanto mais nos conhecermos, mais rápido as descobrimos.

Há cerca de 3 a 4 meses atrás, já não sei bem, fiz isto que proponho. Não sei se cheguei a escrever sobre isso ou não. Precisei de 4 dias de meditação (não inteiros claro). Descobri um defeito enorme em mim, que não sabia até então que o tinha. Depois de o conhecer, de lhe dar as boas-vindas (porque faz parte de mim e não o posso nem devo negar), comecei a entender de onde chegavam todas as minhas dúvidas, o meu cansaço e o meu stress. Ainda não consegui mudar esse tal "pormenor" em mim, mas saber que ele existe e o que faz à minha visão do mundo, permiti-me que lhe peça "por favor, deixa a minha mente mais clara por uns segundos, não interfiras, para saber o que está a acontecer"... E assim é....

domingo, 7 de abril de 2013

Saber desisitir

Hoje alguém publicou na sua rede social a seguinte ideia: "Saber desisitir. Abandonar ou não - é muitas vezes a questão..."
Isso inevitavelmente levou-me a pensar na minha condição - vivo numa residência universitária, numa ala que já foi o paraíso e que agora não passa de um simples "lugar" onde as pessoas dormem e comem, sem pensarem nas outras com quem vivem... Infelizmente o lixo cheio, a reciclagem cheia, a louça por lavar e por colocar nos respectivos lugares, o imenso barulho às horas de refeição já são uma constante. Fico com dores de cabeça quando vou jantar porque as colegas resolvem falar de uma ponta para a outra da cozinha (e a nossa cozinha é enorme), depois vem outra que, para ouvir a TV no meio daquela feira, mete o volume quase no máximo...
O que tenho andado a pensar é: devo sair? Não seria suposto ter de sair de uma residência para ter paz, porque se os preços são mais baixos, se é uma residência dos serviços de alojamentos da universidade, as regras e as punições deveriam ser aplicadas! O próximo ano é o último, o verdadeiro... Vai ser trabalhar de setembro a novembro do ano seguinte sem grandes pausas! Tese de Mestrado para apresentar e defender, estágios práticos todas as manhãs, seminários (infelizmente) 2x/semana, e claro, o único e derradeiro exame de especialidade... Preciso de paz!
Sugestões de um cantinho do céu em coimbra, barato?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Inter-nuvens

Pois bem, 
para todos os que possam estar interessados em fazer um interrail, aqui fica uma boa questão para pensar: "compensa relamente fazê-lo de comboio?"

Eu pesquisei tudo o que habia para pesquisar, fiz contas e mais contas e não me esqueci de nenhuma taxa extra nem de nenhum pormenor e conclui que comprar um passe de interrail, por mais fascinante que pudesse ser passar em imensos países, não compensaria. E a palavra chava é mesmo "passar". Como temos dias limites para fazer as viagens, não se pode perder imenso tempo num pais, a não ser que se esteja disposto a dar 260 euros por um passe razoável para "visitar" 4 ou 5 países. Passar ou visitar leva uma diferença consideravel. E se é para visitar, porque não poupar o corpo de uma cansaço exagerado?

Ponderando tudo isto, comprei 6 viagens de avião sem reserva de mala. Vou apenas levar daquelas malas com medidas próprias para o porão. 
Lisboa - Roma
Roma - Budapeste
Budapeste - Londres
Londres - Estocolmo
Estocolmo - Barcelona
Barcelona - Lisboa

Consegui assim juntar países diferentes entre si (e quando digo diferentes refiro-me a cultura mesmo, à geografia, tendo em conta que vou ao mediterraneo, a europa central, gra-bretanha, um país nórdico e a vizinha espanha).

Outro factor importantissímo? 
Poupança nas estadias! Terei alojamento em casa de conhecidos em Estocolmo, Londres e Barcelona. E com isso pouparei imenso dinheiro, que vai dar para outras coisas, como entrar em todos os museus que queira, mesmo que se pague, vai dar para me dar ao luxo de comer uma piza num restaurante italiano, certamente!

Posto isto, creio que devo começar a chamar à minha viagem de 3 semanas um inter-nuvens. =P